A data instituída pela ONU tem o objetivo de denunciar e exigir políticas públicas ao redor do mundo como forma de diminuir o problema 

No dia 25 de novembro é celebrado o Dia Mundial da Eliminação da Violência Contra a Mulher. A data é lembrada anualmente como forma de denunciar e exigir políticas públicas em todos os países, e atingir sua erradicação. 

A data foi instituída em 1999, pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em homenagem às “Mariposas”, as irmãs Pátria que combatiam a ditadura da República Dominicana e que foram assassinadas no dia 25 de novembro de 1960 pelo pelo ditador Rafael Leônidas Trujillo. Desde então, a data é marcada pelas reivindicações e reflexões a respeito da violência de gênero sofrida por mulheres de todo o mundo. 

Violência no Brasil

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), estima-se que 35% das mulheres em todo o mundo já tenham sofrido qualquer violência físico e/ou sexual praticada por parceiro íntimo ou violência sexual por um não-parceiro em algum momento de suas vidas. No Brasil, 43% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; para 35% a agressão é semanal, segundo o Centro Nacional de Atendimento à Mulher. A estimativa feita pelo Mapa da Violência de Gênero 2015: homicídio de mulheres no Brasil, com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde, alerta para o fato de ser a violência doméstica e familiar a principal forma de violência letal praticada contra as mulheres no país. 

Considerando os dados alarmantes e na tentativa de diminuir o problema, diversas iniciativas se voltaram para a erradicação da violência contra a mulher. Uma delas foi negócio social Beleza Escondida, uma iniciativa acelerada pelo Projeto Legado 2019.

Beleza Escondida

Combater o aumento do feminicídio e da violência física, psicológica, sexual e moral contra a mulher no Brasil. Esse é o objetivo do negócio social Beleza Escondida. Atuando desde 2017, a organização realiza parceria com as casas de acolhimento de mulheres vítimas de violência, oferecendo suporte para solução da causa. 

A integrante do negócio, Débora Batista, explica a equipe da organização já trabalhava com mulheres vitimas de violência e seus filhos em Curitiba há mais de 20 anos, mas o desejo de expandir esse modelo de acolhimento e proteção em outros estados sempre existiu. A partir das estatísticas do Ministério do Desenvolvimento Social de 2017, que revelam que no Brasil existem apenas 89 casas protetivas para mulheres, perceberam que algo precisava ser feito. 

Foi aí que a ideia de criar o negócio social nasceu. Segundo ela, a sociedade incentiva a denúncia, mas não tem resposta para a proteção efetiva da mulher. “Acreditamos que as casas de proteção são a resposta. A mulher sai de casa com seus filhos, faz a denúncia  e é encaminhada para um espaço protetivo”, explica. Para Débora, esses espaços servem como um refúgio de seus locais de agressão e possibilita que elas superem a difícil etapa e retornem a uma vida normal e saudável. 

Os recursos captados pela organização, através dos produtos da marca e de parcerias, são todos revertidas para as casas, onde são realizados o atendimento psicológico e social, orientações pedagógicas e avaliação profissional da mãe e dos filhos. Além do atendimento técnico, as mulheres também recebem todas as necessidades em relação a roupas, produtos de higiene pessoal, fralda e berço para as crianças. 

Para saber mais sobre a Beleza Escondida, acesse o site

 

Como denunciar violência doméstica 

A denúncia de violência contra a mulher pode ser feita em delegacias e órgãos especializados.

  • Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas por dia, é gratuito e confidencial. O canal recebe as denúncias e esclarece dúvidas sobre os diferentes tipos de violência aos quais as mulheres estão sujeitas. As denúncias também são recebidas por e-mail, no endereço ligue180@spm.gov.br

 

  • Casa da Mulher Brasileira: A Casa da Mulçher Brasileira foi criada para facilitar o acesso das vítimas de violência aos serviços especializados. Lá, funcionam delegacia, juizado, Ministério Público e Defensoria Pública, além de equipes multidisciplinares especializadas em garantir o acolhimento das mulheres. Telefone: (41) 3221-2701

 

  • PM – Disque 190: Quando não há uma delegacia especializada para esse atendimento, a vítima pode procurar uma delegacia comum, onde deverá ter prioridade no atendimento ou mesmo pedir ajuda por meio do telefone 190. Nesse caso, uma viatura da Polícia Militar é enviada até o local.