A pluralidade no mundo do trabalho é fundamental para promover um mundo mais igualitário e inclusivo 

Quantas pessoas negras você vê andando nos corredores da organização em que trabalha? É comum encontrar colegas com algum tipo de deficiência? Quais as chances de esbarrar em alguém com mais de 50 anos? Se as respostas para as perguntas acima forem negativas, a probabilidade da sua organização não promover inclusão é grande.

As discussões sobre aceitar as diferenças estão cada vez mais em evidência na sociedade e, consequentemente, no mercado de trabalho. Mais do que nunca, temas como acessibilidade, empoderamento e inclusão são pautas dentro e fora das empresas. Por isso, criar um ambiente profissional baseado na diversidade tem sido um fator de preocupação entre gestores de organizações comprometidas com o desenvolvimento de um mundo mais igualitário e com mais oportunidades.

Mas o que significa ter uma equipe plural? É reunir colaboradores representantes de  diferentes classes, gêneros, etnias, tipos de deficiência, religião, entre outros. Adotar uma cultura organizacional de diversidade é considerar as habilidades profissionais acima de qualquer característica. 

Um estudo realizado pela Boston Consulting Group (BCG), mostra que as empresas que investem em diversidade, ainda mais em cargos de liderança, têm um retorno em receita 19% maior em comparação às empresas que não utilizam a mesma estratégia. Segundo a pesquisa, isso se dá pelo nível de inovação, já que a empresa conta com colaboradores com diferentes formas de ver e viver o mundo, garantindo uma gama mais abrangente de possibilidades de novos caminhos, soluções para problemas antigos e formas inovadoras de fazer negócios. 

 

A mudança começa de dentro

Foi pensando em ajudar as empresas e organizações que estão preocupadas em construir um mercado de trabalho mais inclusivo que o negócio social Diverse foi criado. A ideia nasceu após a pesquisadora, Beatriz Santa Rita, participar do Comitê de Diversidade do Sistema FIEP. Lá, viu o impacto positivo da inclusão no trabalho ao liderar iniciativas como a implantação do primeiro programa de estágio para jovens negros, capacitação de equipes e lideranças, programa de prevenção a assédios, entre outros. Mesmo após sua saída, continuou sua especialização em trabalhos informais e viu a oportunidade de fundar a Diverse.    

Em atuação desde 2018, a iniciativa conecta grupos considerados minorias no mercado de trabalho, como mães e profissionais acima dos 50 anos, com empresas interessadas. O negócio oferece três serviços: consultoria para desenvolvimento e implantação do programa de inclusão; cursos, workshops, palestras e eventos em várias temáticas relacionadas à diversidade; e serviço de recrutamento e seleção de profissionais.

A fundadora Beatriz Santa Rita é pesquisadora de tendências e de melhores práticas em diversidade e inclusão, conhecimentos que são referências para os programas e serviços ofertados pelo negócio. Segundo ela, construir organizações com mais diversidade é uma via de mão dupla. “É uma questão de sobrevivência de pessoas que querem ser felizes, aceitas e acolhidas como são para se desenvolverem profissionalmente”, conta. Para a pesquisadora, é cada vez mais evidente a necessidade de acolhimento das diferenças no trabalho. “Ninguém aguenta por muito tempo esconder que tem um relacionamento homoafetivo ou os filhos no currículo para não ser preterido em uma entrevista, por exemplo”, explica. 

Por outro lado, as organizações também se beneficiam. “As empresas mais diversas são as que melhor sobrevivem às turbulências de mercado, como crises econômicas”, Beatriz afirma.

Para conhecer mais sobre a Diverse, acesse o site