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Dia Internacional da Mulher: o poder do protagonismo feminino no setor social

O mundo inteiro comemora hoje, 8 de março, o Dia Internacional da Mulher. A data lembra a importância das lutas femininas por justiça, igualdade de gênero e respeito. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), também serve para celebrar atos de coragem e a determinação de mulheres comuns que desempenham um papel extraordinário na história de seus países e comunidades.

A atuação das mulheres em diferentes frentes sociais é uma necessidade. Segundo o Mapa da Violência, só em 2013 foram assassinadas no Brasil 4.762 mulheres – são 13 mortes por dia. Do total de assassinatos, mais da metade (50,3%) foi cometida por familiares. No mercado de trabalho, as mulheres ainda enfrentam a desigualdade salarial, um problema que já existia no início do século 20. Mas esse desafio, assim como tantos outros, tem se tornado combustível não só para a busca por direitos como para o empoderamento e a presença cada vez mais frequente de mulheres no mercado de trabalho.

Na área do empreendedorismo, a presença da mulher já é uma constante. Tanto, que em 2014 a ONU instituiu a data de 19 de novembro como o Dia Global do Empreendedorismo Feminino. Na Rede Legado, por exemplo, as mulheres são maioria. Com perfil empreendedor, seja para negócios sociais, seja para organizações de terceiro setor, elas mostram, diariamente, como suas atuações podem ser pontes para a transformação social.

E justamente para celebrar esse dia tão importante, pedimos a diferentes empreendedoras sociais que falassem sobre o papel do protagonismo feminino no setor social. As respostas, além de mostrarem um pouco da experiência vivida por elas, são uma verdadeira fonte de inspiração. Confira:

babi“As mulheres têm se mostrado ativas e militantes no setor social, transformando realidades e incentivando outras pessoas a serem protagonistas de suas próprias histórias. Tenho um palpite: Propósito e Empatia aliado à necessidade de ter um ambiente de trabalho mais livre para que possamos desenvolver o nosso potencial (muitas vezes cerceado dentro de empresas com um modelo mais conservador) têm sido um solo fértil para que mais mulheres passem a atuar neste setor, criando suas próprias organizações. Elas estão modificando a maneira de fazer negócios, abrindo espaço para discussões importantes de gênero e criando impacto.”
Bárbara Moraes, gestora do Instituto Legado e coordenadora do Socialworking

 

bia“Desde da concepção até a morte ser mulher é algo desafiador. Crescemos em uma cultura que o tempo todo esteve nos limitando, nos julgando e menosprezando a nossa inteligência, frases como por exemplo, ‘isso não é coisa de menina!’ infelizmente fizeram parte da lembrança de qualquer menina mulher. Hoje e em todos os 365 dias do ano temos que ficar atentas para não naturalizar a desigualdade. Somos todas capazes e temos o direito de igualdade de oportunidades em qualquer situação, sempre com muito respeito. No cenário de empreendedorismo social, aquele real em que podemos ver com os nossos próprios olhos as mazelas da sociedade, a mulher é o elemento essencial de transformação e superação social. Que todas possam ter a coragem e a lucidez de ser uma mulher autêntica!”.
Beatriz Groxco, gestora do Instituto Legado

Glaucia
“Nós, mulheres, somos dotadas de amor e compaixão, além de muita garra. Esses ingredientes são fundamentais em todas as ações sociais. Portanto somos, por natureza, empreendedoras sociais”
Gláucia Marins, advogada e co-fundadora do Instituto Legado

 

marcelle_borges“Trabalhar no setor social me mostrou o quanto ainda há para ser feito em algo tão básico quanto a igualdade de direitos e condições; me deu a oportunidade de criar espaços de conforto e acolhimento a mulheres que travam lutas diárias para cumprir as tarefas de casa, ao mesmo tempo em que precisam sustentar os filhos e garantir a própria sobrevivência; me deu a oportunidade de trabalhar ao lado de mulheres fortes, que só precisavam de um empurrão para perceberem a própria força e capacidade de transformação. Foi assim que pude conhecer Irene, Izabel, Rosângela, Luana, Patricia, mulheres que transformaram a minha vida e me dão força todos os dias para lutar pela igualdade e garantia dos nossos direitos”.
Marcelle Borges, diretora da TETO Paraná

 

Raquel“Negócio social, em sua essência, trabalha com o racional e o passional. O trabalho é motivador por uma causa: nós, mulheres, colocamos o coração em todas as nossas ações, por isso tantas mulheres se destacam no empreendedorismo social”.
Raquel Corrêa, diretora da Linyon

 

54903198-dab6-4701-81d7-e9680109d77a“Repare, quem sabe o seu lugar, atua de forma integral e positiva. Contribuir para que nossa sociedade se transforme positivamente é um privilégio e uma luta. Mulheres são essenciais pois são pessoas, e como todas as outras, precisam se envolver nesse movimento de radical e positivo impacto”.
Taís da Silva Ribeiro, designer na Bonfim Bike

 

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8/03/2017|Rede|