A iniciativa é uma das participantes do projeto Legado Semente, que tem o objetivo de acelerar startups unindo inovação e impacto social

 

O momento de brincadeira é uma hora importante no desenvolvimento de uma criança. Além da diversão, os pequenos entram em contato com novos aprendizados, experiências, criam relações sociais mais facilmente e elaboram autonomia de ação. Além disso, as brincadeiras em grupo favorecem princípios de cooperação, adesão às regras e a competitividade. Para uma criança com deficiência não é diferente. Foi pensando nisso que a startup Oi, Caixinha foi criada. 

A empresa funciona como um clube de assinaturas: são enviadas mensalmente para os assinantes caixas com quatro tipos de brinquedos e atividades, com o propósito de promover interação entre pais e filhos com deficiência. As caixinhas vêm com atividades das 4 áreas do desenvolvimento infantil: motora, sensorial, música e linguagem, além das instruções de uso e um manual inclusivo para garantir uma experiência completa.

Paula Kopruszinski, psicóloga infantil especialista em transtorno do espectro autista e co-fundadora da Oi, Caixinha explica que através do jogo, a criança compreende o mundo a sua volta, aprende regras e testa suas habilidades físicas, além de desenvolver a aprendizagem da linguagem e a habilidade motora. O jogo é uma forma da criança se expressar, já que é uma circunstância favorável para manifestar seus sentimentos e desprazeres. “Nas terapias infantis o brincar é a base do trabalho, e nas famílias é a construção das relações sociais”, afirma. “Por isso, focamos em brinquedos que possam facilitar o desenvolvimento e que estabeleçam maior conexão de afeto entre os membros da família”, conclui. 

Todos os brinquedos são criados e desenvolvidos pelas fundadoras da startup: Paula, psicóloga infantil; Gessica Conor, terapeuta ocupacional infantil e Pâmela Basso, jornalista e mãe de uma criança autista.  

Legado Semente

A Oi, Caixinha é uma das selecionadas pelo projeto de incubação de startups sociais, Legado Semente, que tem o objetivo de unir tecnologia e impacto socioambiental positivo. O programa oferece capacitações e mentorias especializadas na área de tecnologia aos empreendedores que estão em formação inicial da empresa.

Sobre a experiência no programa, Paula afirma que além de aprofundar em questões de empreendedorismo, modelo de negócio e o auxílio nos processos necessários para fazer a startups decolar, o networking está sendo fundamental do programa. “A rede de contatos que recebemos está sendo de grande valia, estamos conhecendo muitos profissionais disponíveis para  nos ajudar e trocar ideias”, afirma.

Em encontros semanais, as startups selecionadas pelo projeto participam de aulas e atividades práticas em áreas de negócios digitais, avaliação de oportunidades, formatação de modelo de negócio, monetização, aquisição de clientes, métricas e tecnologia.