Você já ouviu falar em Modelo C? Neste post vamos explicar o que é essa metodologia e como ela pode ser aplicada a projetos de impacto socioambiental

Sabe aquela frase “entre mudar o mundo e ganhar dinheiro, fique com os dois”? A proposta do Modelo C é justamente oferecer uma ferramenta para plano de negócio que leve em consideração as duas dimensões dos negócios de impacto socioambiental positivo: impacto e retorno. Para isso, a metodologia lançada em 2018 une duas ferramentas eficientes: o Business Model Canvas, que privilegia a cadeia de resultados, e a Teoria de Mudança, que se concentra no desenho do negócio. “Essa separação não é mais possível. Negócios de impacto socioambiental não são isso ou aquilo, são ambos. Assim, advogamos pelo Modelo de Negócio e Teoria de Mudança, trabalhados em concomitância, a formar um modelo completo – o Modelo C. Completo, compreensível, colaborativo, constante e de conteúdo vivo”, indica o Manifesto publicado no lançamento da nova metodologia.

O objetivo do Modelo C, entre outros fatores, é que apoiar a criação de negócios que integrem efetivamente o modelo de negócio com a cadeia de geração de impacto social, problematizar, provocar e inquietar empreendedores sobre a forma como concebem os negócios que lideram e criar possibilidades de uma comunicação clara sobre a narrativa integral do negócio. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Move Social e o Sense-Lab, empresas que atuam nos segmentos de planejamento estratégico e inovação, e contou com o apoio do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE) e da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Quando usar o Modelo C?

De acordo com o manual do Modelo C, a metodologia pode ser usada em qualquer momento da vida de um negócio de impacto – da ideia à escala –, por ser uma ferramenta estratégica que pode e deve ser utilizada de forma constante e contínua para revalidações e melhorias internas. Justamente por isso, é importante que seja feito com calma e muita reflexão sobre o que se espera do negócio. De preferência, em equipe, para que mais visões sejam contempladas e ponderadas.

Como funciona e quais são as etapas

O Modelo C está dividido em três partes: teoria da mudança, fluxo do negócio e capacidade organizacional. Preparamos um resumo de cada parte para te ajudar com o preenchimento do Modelo C.

TEORIA DA MUDANÇA: Do contexto à visão de impacto

O Modelo C parte da ideia de que é preciso refletir sobre o problema socioambiental que desejamos resolver. Nesse ponto, é preciso contextualizar o problema, encontrar causas, números, evidências e qual é o público-alvo que se pretende ajudar. Em seguida, parte-se para a reflexão sobre a solução oferecida. O que será feito para gerar impacto? Quais serão as estratégias? Quais os principais meios pelos quais os resultados são gerados? Quais serão os resultados a curto, médio e longo prazo?

FLUXO DO NEGÓCIO

Nesta etapa é preciso pensar sobre as oportunidades de mercado para o negócio, quem serão os clientes, qual produto ou serviço será entregue a eles e com qual proposta de valor, quais serão as fontes de receita e quais serão os resultados financeiros.

CAPACIDADE ORGANIZACIONAL

Para que o negócio se concretize outros pontos são fundamentais para o preenchimento do Modelo C: quem irá fazer parte do empreendimento e qual o seu nível de engajamento, quem serão os principais parceiros, quais são as principais atividades a serem executadas pelo negócio, quais recursos materiais e estruturais são necessários para fazer acontecer e quais serão os principais custos.

Gostou das dicas? Para conferir o guia completo do Modelo C, acesse https://www.cmodel.co/