Alcançar a justiça social é um dos maiores desafios da humanidade, mas nos últimos anos temos visto um grande movimento de pessoas inquietas que procuram desenvolver negócios que ofereçam respostas à altura dos problemas que geram desigualdades e exclusão. O Empreendedorismo Social tem sido uma grande ferramenta na promoção de um mundo mais justo e igualitário. Neste dia 20 de fevereiro, Dia Mundial da Justiça Social, voltamos nosso olhar para o que ainda precisa ser feito, mas também celebramos o impacto positivo da inovação e do propósito.

Justiça Social

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), um em cada cinco trabalhadores ainda vive em pobreza moderada ou extrema. As disparidades geográficas impedem o acesso ao trabalho decente, muitos trabalhadores enfrentam salários estagnados, a desigualdade de gênero prevalece e as pessoas não estão se beneficiando igualmente do crescimento econômico. Isso sem falar nas desigualdades entre os países. Filmes premiados no Oscar 2020, como o sul-coreano Parasita, e o documentário Indústria Americana, trabalham com esse delicado tema, a partir de um olhar para as relações trabalhistas, e mostram a importância de falar sobre dignidade, distribuição de riquezas e paz.

Para mobilizar a sociedade em torno desta questão, a ONU instituiu o Dia Mundial da Justiça Social, celebrado todo dia 20 de fevereiro. A entidade reconhece que a globalização e a interdependência estão abrindo novas oportunidades para o crescimento da economia mundial e o desenvolvimento e melhoria dos padrões de vida em todo o mundo. No entanto, ainda permanecem sérios desafios, incluindo graves crises financeiras, insegurança, pobreza, exclusão e desigualdade dentro e entre as sociedades. Uma justiça social plena só será alcançada quando removermos as barreiras que as pessoas enfrentam por causa de sexo, idade, raça, etnia, religião, cultura ou deficiência.

A contribuição do empreendedorismo social

Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suiça), a Fundação Schwab divulgou o relatório “Duas Décadas de Impacto”, sobre os resultados obtidos pelo empreendedorismo social ao redor do mundo. De acordo com o levantamento, a comunidade Fundação Schwab, formada por cerca de 400 inovadores sociais e empreendedores que atuam em 190 países, melhorou a vida de 622 milhões de pessoas:

  • Distribuiu US $ 6,7 bilhões em empréstimos ou valor de produtos e serviços para melhorar os meios de subsistência;
  • Mitigou mais de 192 milhões de toneladas de CO2;
  • Ofereceu educação aprimorada para mais de 226 milhões de crianças e jovens;
  • Gerou acesso à energia para 100 milhões de pessoas;
  • Impulsionou a inclusão social de mais de 25 milhões de pessoas para pessoas com deficiência, sem-teto ou status de refugiado.

“O empreendedorismo social, como expressão organizacional da inovação social, é a demonstração de modelos de trabalho alternativos aos desafios atuais para o nosso planeta, nossas sociedades e nossas economias. Por ter uma missão de envolver todos os interessados ​​na criação de valor social e econômico, os empreendedores sociais provaram como todos os envolvidos – funcionários, clientes, fornecedores, comunidades locais e meio ambiente – podem se beneficiar”, publicou a Fundação.

A Era do Impacto

Desde 2013 gerando transformação por meio do apoio a empreendedores sociais de todo o país, o Instituto Legado acredita que o ecossistema de impacto socioambiental positivo é capaz de gerar soluções para os desafios da humanidade. Ao longo de sete edições do Projeto Legado, a instituição já beneficiou mais de 120 iniciativas que promovem uma diversidade de causas e, de forma colaborativa, contribuem para construir um mundo em que a justiça social seja realmente promovida. Ainda há muitos desafios a serem enfrentados mas, sem dúvidas, estamos no caminho certo.

No livro A Era do Impacto, o presidente e fundador do Instituto Legado, James Marins, afirma que as ferramentas para a ação e para a atualização de nós mesmos estão à disposição de todos aqueles que se importam. De acordo com Marins, estamos na melhor época da humanidade para realização de grandes avanços sociais. Há um grande movimento de pessoas empáticas e cidadãs que colocam seu propósito a serviço de todos os seres humanos. Esse Movimento Transformador Massivo é uma grande resposta para os obstáculos que ainda existem no caminho para justiça social. Quer saber mais sobre o tema? Confira a entrevista que James Marins concedeu à TV Assembleia do Paraná: