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Vida Priori: um lugar para envelhecer bem e fazer amigos

Conheça a história do Vida Priori, um projeto onde o respeito ao idoso está em primeiro lugar 

Neste segundo texto da série de histórias com vencedores do Prêmio Legado de Empreendedorismo Social, de 2020, vamos falar sobre a iniciativa campeã, Vida Priori, idealizada por Fabiane Sakata. 

Tudo começou há quatro anos quando a fundadora Fabiane Alberti Sakata se juntou com a sogra e a cunhada para abrir o primeiro espaço sênior particular para idosos na cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo. 

Um centro onde eles pudessem fazer amigos e atividades para estimular a mente e o corpo. “Um lugar que oferecesse cuidados e atividades para idosos durante o dia e, ao final dele, eles retornassem para casa, mantendo-se assim os vínculos familiares. Tirar esses idosos do ostracismo ”, explica Fabiane.

É parte da essência da Vida Priori o olhar acolhedor voltado aos idosos. É o olhar de quem acredita que o bem-estar dessa geração precisa de atenção especial e de respeito, sem afastar o idoso da convivência com a família. É um novo modelo de cuidado para idoso que tem como lema: Envelhecer bem e em casa. 

Foram dois anos de funcionamento, em uma estrutura própria, recebendo um grupo de idosos que criou fortes laços de amizade. Foi a força deles, inclusive, que não permitiu que a Vida Priori encerrasse o projeto durante um período difícil, em 2018, em que tiveram que mudar de lugar. 

O Vida Priori retomou as atividades dentro da Escola Monteiro Lobato proporcionando um encontro de gerações com muitos aprendizados em um ambiente lúdico e inspirador. Fabiane pôde continuar com as oficinas e manteve sua equipe multidisciplinar composta por enfermeira, terapeutas, professor de teatro, musicoterapeuta e fisioterapeuta.

Tudo funcionou bem até o começo da pandemia da covid-19, em março de 2020. As escolas fecharam. Os encontros precisaram de uma pausa, sem previsão de retorno. 

Pandemia: “O que vai acontecer?”

Fabiane se inscreveu no Projeto Legado nos últimos dias quando descobriu sobre o prêmio pela internet. Havia vontade de fazer uma expansão de impacto dentro do modelo atual. No primeiro encontro com os mentores do Legado, veio o decreto da quarentena e junto o receio de não conseguir continuar. “O que vai acontecer?”, pensou Fabiane. Ela seguiu com a mentoria e os encontros online.  

Os meses seguintes foram focados em desenvolver um projeto que pudesse amparar os idosos da Via Priori, agora em casa por causa da pandemia, e de outras regiões do Brasil. O grupo do Vida Priori não ficou desamparado em nenhum momento. “Estamos sempre em contato, ligamos, mandamos presentinhos e guloseimas”, conta a fundadora. 

Enquanto não for possível expandir fisicamente a Vida Priori, Fabiane decidiu fortalecer a marca e trabalhar de outra forma. Durante o projeto teve a ideia de criar um clube de assinaturas voltado para os idosos em parceria com empresas e ONGs, que está em desenvolvimento graças ao prêmio. 

Trajetória de aprendizados 

Fabiane conta que foram inúmeros os aprendizados durante o Projeto Legado, mas marcou a sua trajetória. “Foi no Legado que me identifiquei como empreendedora social. Não me via assim porque os idosos pagam mensalidade, e por não ser uma ONG”, afirma. 

Agora, Fabiane entende que o trabalho desenvolvido pela Vida Priori beneficia os idosos e melhora a vida de cada um deles e da família. Ela também sabe que os idosos mudam a vida dela. “Aprendi com eles a viver cada dia e sempre fazer coisas novas, conhecer pessoas e não se limitar”, conta. 

Conheça o Vida Priori em https://vidapriori.com 

Texto: Mari Cavalcante

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