A história e origem do Empreendedorismo Social

yunus

O termo Empreendedorismo Social se popularizou no começo da década de 1980, por Bill Drayton. Na Índia, os primeiros empreendedores sociais começaram a receber apoio da Ashoka, organização fundada por Drayton.

 

O termo “empreendedor social”, no entanto, já havia sido utilizado antes, mostrando que define uma prática mais antiga. Nos séculos XIX e XX, já havia iniciativas privadas promovendo avanços sociais. Porém, foi por meio da Ashoka que o empreendedorismo social se fortaleceu como um movimento transformador massivo.

 

Hoje, essa instituição reúne mais de 3.500 empreendedores e empreendedoras sociais. Mais de 380 destes estão no Brasil, que foi o segundo país a ter empreendedores reconhecidos pela Organização.

 

Neste artigo, veremos mais sobre como esse movimento transformador se solidificou e como foi sua introdução no Brasil.

 

A importância de Yunus

 

“É impossível ter paz com pobreza.”

 

Essa frase foi dita por Muhammad Yunus, ganhador do Nobel da Paz em 2006. Yunus foi um dos precursores do empreendedorismo social e responsável por alguns dos livros mais importantes para o segmento.

 

Ele viveu na pele a vulnerabilidade social, tendo nascido em Bangladesh numa família de baixa renda.  Perdeu cinco dos 14 irmãos logo na infância.

 

Sua trajetória o levou a fundar, em 1976, o Grameen Bank, uma das primeiras iniciativas de empreendedorismo social conhecidas. Bangladesh recém se separara do Paquistão. As pessoas pobres, maioria no país, não tinham renda para trabalhar e sequer poderiam pegar um empréstimo, já que não podiam dar nada como garantia aos bancos.

 

Por isso, o Grameen Bank se especializou em pequenos empréstimos. O microcrédito era oferecido à população pobre sem pedir garantia de retorno. Isso tornou possível que mais de seis milhões de beneficiários adquirissem os meios necessários para sair da pobreza.

 

O exemplo e os ensinamentos de Yunus pavimentaram a estrada para que milhares de pessoas com propósitos semelhantes ao dele fizessem a diferença no mundo.

 

Mas quando este movimento se iniciou no Brasil?

 

Origem do Empreendedorismo Social no Brasil

 

A Ashoka Empreendedorismo Social chegou ao Brasil em 1986. Foi nessa década que os negócios de impacto começaram a surgir e causar avanços na sociedade, apesar do país ter sofrido retrocessos no caminho.

 

Um dos primeiros negócios sociais sólidos em território brasileiro foi o CDI – Comitê de Democracia da Informática.

 

Em 1994, Rodrigo Baggio percebeu que a tecnologia da informática poderia se tornar uma forte ferramenta para combater a exclusão social. Para unir jovens de diferentes classes sociais, ele criou o JovemLink. No entanto, só os que possuíam computadores poderiam acessá-lo; ou seja, apenas jovens de classes mais altas. 

 

A partir desse problema, Baggio empreendeu uma solução. Criou a primeira escola de informática na favela da Dona Marta, possibilitando que jovens de classe baixa também fossem incluídos socialmente pela informática. E aí surgiu, em 1995, o CDI.

 

Hoje, está consolidada uma rede de escolas de informática, tendo impactado positivamente mais de 400 mil crianças e jovens.

 

A história do empreendedorismo social é muito rica e conta com inúmeros casos para demonstrar como negócios sociais podem gerar impacto positivo.

Foi pensando em pessoas que querem contribuir para a difusão de iniciativas pautadas em propósito e com foco no desenvolvimento da sociedade, que o Instituto Legado desenvolveu suas pós-graduações em empreendedorismo social.

Clique aqui e saiba mais.

 

Assine nossa news e receba conteúdos exclusivos de impacto social!

Olá! Preencha os campos abaixo para iniciar a conversa no WhatsApp