Na data, são realizados diversas ações para refletir sobre o tema e reivindicar direitos em todo o mundo

 

Hoje você pôde tomar café da manhã, escutar sua música favorita ou andar livremente pela cidade? Todas essas ações fazem parte do cotidiano de muitos brasileiros, mas poucos percebem que essas e outras práticas corriqueiras são direitos garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

Elaborada em 10 de dezembro de 1948 por diversos representantes políticos, jurídicos e culturais, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o documento é um marco na história dos direitos humanos. Pela primeira vez, foi estabelecido uma norma comum a todas as nações em proteção universal dos direitos e liberdades individuais e coletivas. 

A declaração define os direitos básicos do ser humano. Em seus trinta artigos, estão listados os direitos básicos independentemente de nacionalidade, cor, sexo e orientação sexual, política e religiosa. 

 

Principais pontos dos direitos humanos:

  • Os direitos humanos são fundados sobre o respeito pela dignidade e o valor de cada pessoa;
  • Os direitos humanos são universais, ou seja, devem ser aplicados de forma igual e sem discriminação a todas as pessoas;
  • Os direitos humanos são indivisíveis e interdependentes, já que não é suficiente respeitar alguns direitos humanos e outros não. Na prática, a violação de um direito vai afetar o respeito por muitos outros;
  • Todos os direitos humanos devem ser vistos como de igual importância, sendo igualmente essencial respeitar a dignidade e o valor de cada pessoa.

Como forma de celebrar a elaboração do documento que protege a dignidade humana, é comemorado anualmente em 10 de dezembro o Dia Internacional de Direitos Humanos. Na data, são realizados diversas ações para refletir sobre o tema e reivindicar direitos em todo o mundo. Uma das mais famosas é a Campanha 21 Dias de Ativismo, também criada pela ONU, que começa no dia 25 de Novembro, em lembrança ao Dia Internacional da Eliminação da Violência Contra a Mulher, e termina em 10 de Dezembro. 

O Instituto Aurora, organização acelerada pelo Projeto Legado, se juntou à campanha 21 Dias de Ativismo no Brasil. A ONG, que é focada em Educação em Direitos Humanos, realizou diversas ações na capital paranaense com o intuito de discutir temas relacionados à violência contra mulher e aos direitos humanos.

“Quando falamos de educação em direitos humanos estamos falando de mudança de ideias e de cultura”. É o que acredita Michele Bravos, jornalista e mestre em direitos humanos. Com o objetivo de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa socialmente e livre de preconceitos, fundou o Instituto Aurora. Desde 2017, a organização propõe ações educativas e artísticas que incentivam o desenvolvimento da empatia e um espaço de diálogos para a construção da paz. Com rodas de conversa, sessões de cinema e encontros do clube do livro voltados a temas relacionados aos direitos humanos, o Instituto atua na desmistificação e desconstrução do senso comum sobre o assunto.

Alinhado com a Agenda 2030, o Instituto Aurora está comprometido com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Atuando nos ODS de “Educação de Qualidade”, “Igualdade de Gênero”, “Redução de Desigualdades” e “Paz, Justiça e Instituições”, a organização tem duas frentes de atuação: a) Programa de Empoderamento, com ações voltadas às minorias políticas, no qual trabalha o fortalecimento de identidades; e b) Programa de Educação em Direitos Humanos, em que realiza atividades com a sociedade em geral com o objetivo de transformar o senso comum sobre o que são direitos humanos. 

 “Em um país que considera que os direitos não são para todos e que há humanos que valem menos do que outros, é preciso sensibilizar e trazer informação, como forma de trazer mudanças”, comenta Michele Bravos

Para saber sobre o Instituto Aurora, acesse o site.