Dizem que a melhor maneira de ficar rico é lendo livros. E não é qualquer tipo de riqueza: é riqueza de alma, aquela que nos transforma, que muda nossa percepção de vida continuamente, que nos leva para outros lugares, que nos apresenta culturas, povos, histórias e realidades que, muitas vezes, estão próximas mas não enxergamos.

Não importa a mídia – tablet, celular, papel, papiro, pergaminho… – o livro é um instrumento fundamental de transformação dos indivíduos e expansão dos horizontes. Toda essa importância rendeu uma data especialmente dedicada a ele: o Dia Internacional do Livro, celebrado em 23 de abril. Segundo a UNESCO, a data foi escolhida para homenagear dois grandes nomes da literatura mundial – Cervantes e Shakespeare, que morreram no mesmo dia: 23 de abril de 1.616.

Para espalhar as palavras, estimular a leitura e democratizar o acesso a livros, as amigas Josiane Mayr Bibas e Ângela Marques Duarte criaram em 2011 a Freguesia do Livro, uma organização que promove o encontro de livros e leitores. Elas recebem doações de livros, organizam e encaminham para os pontos de leitura – caixas espalhadas por diferentes locais de Curitiba e cidades vizinhas.

Em 2013, a história da Freguesia ganhou um capítulo especial – a entrada no Projeto Legado e a conquista do Prêmio Cereja do Bolo, com o recebimento de R$ 10 mil para aplicar em expansão de impacto. Daí surgiram vários outros projetos, como o Carona Literária, em que cidades interessadas em ter pontos de leitura recebem a caixa e uma série de livros entregues por voluntários que estão a caminho da região. Com todo esse trabalho, já foram criados mais de 200 pontos de leitura. Quem se interessa em ajudar a iniciativa pode fazer doações de livros em pontos de coleta.

“A literatura é uma forma da gente se conhecer, resolver questões pessoais, aprender e crescer. Na Freguesia, a gente tem trabalhado na formação do leitor,  nosso objetivo é fazer com que as pessoas se descubram leituras no momento do encontro com o livro”, afirma Josiane.

Sugestões de leitura para empreendedores sociais

Já que o assunto é livro, separamos três importantes obras para quem atua com iniciativas de impacto social:

Cyunys2riando um negócio social
Muhammad Yunus – Ed. Elsevier
O autor mostra como os negócios sociais passaram da teoria a uma inspiradora prática adotada por grandes companhias, empreendedores e ativistas sociais na Ásia, América do Sul, Europa e Estados Unidos. Yunus demonstra como esse tipo de negócio transforma vidas, oferece conselhos práticos para quem quer criar seus próprios negócios sociais e explica como políticas públicas e privadas devem se adaptar para abrir espaço ao modelo de negócios sociais.

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Como mudar o mundo –como mudar empreendedorismo social e o poder de novas ideias
David Bornstein – Ed. Record
Um livro sobre pessoas que resolvem problemas sociais em grande escala. A maior parte de seus personagens não é de gente famosa. Não são políticos ou industriais. Alguns são médicos, advogados e engenheiros. Outros são consultores administrativos, assistentes sociais, professores e jornalistas. Estão espalhados por toda parte – em Bangladesh, Brasil, Hungria, Índia, Polônia, África do Sul e EUA. O que os une é seu papel como inovadores sociais, ou empreendedores sociais. 

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negocios comNegócios com impacto social no Brasil
André Barki – Ed. Peirópolis
O livro aborda as especificidades do empreendedorismo na base da pirâmide e mostra caminhos possíveis e reflexões fundantes de uma atuação de sucesso em negócios com impacto social, provando que o Brasil pode incubar grandes transformações tecnológicas em direção a um mundo verde e sustentável.